Nunca nos preparamos de fato para a morte. Ela disfarça-se de distância. Mas está diariamente ao nosso lado. É companheira bem-vinda, necessária. Por ela estamos vivos. É lembrança tatuada, brisa e tempestade que alimenta a alma e faz nos movermos.
sábado, 28 de março de 2020
terça-feira, 21 de janeiro de 2020
sábado, 4 de janeiro de 2020
Sobre o ritmo, a asa e o voo
A concretude é apenas detalhe. A pulsão intermitente é a vida. Ouvir faz comungar o mundo. Voar é ser o sabedor dos segredos do tudo e do nada de uma nota, da música do abismo, do ser e da morte.
Quero o ar. Sou alma ávida pelo vento.
Quero o ar. Sou alma ávida pelo vento.
quinta-feira, 22 de agosto de 2019
Tenho me perdido há tanto tempo... Palavras sempre foram meu achar, sempre minha casa, meu existir.
Sinto como se as tivesse perdido. Com elas, toda a vida do mundo. Sem elas, há apenas o resquício de algo que não se fez.
Vão-se.
Não há sequer vontade de protesto. Qual razão povoa os dias? Necessidade da fome, da sede. Nada mais. Nem sono. Sonhos, jamais.
Quem a autoridade a destituí-las?
Aos expropriados, expatriados , excetos, não há concessão, piedade, compaixão.
Quão mesquinho é o mecanismo que não permite o tanger das palavras.
Está em tudo, em ambos os lados. Na luta feroz por subsistência, apenas as feras esfomeadas e raivosas são capazes de atacá-lo.
Destruí-lo é tarefa, porém, apenas das palavras. É delas o poder de criação e destruição do mundo, do homem e de ideias.
Sinto como se as tivesse perdido. Com elas, toda a vida do mundo. Sem elas, há apenas o resquício de algo que não se fez.
Vão-se.
Não há sequer vontade de protesto. Qual razão povoa os dias? Necessidade da fome, da sede. Nada mais. Nem sono. Sonhos, jamais.
Quem a autoridade a destituí-las?
Aos expropriados, expatriados , excetos, não há concessão, piedade, compaixão.
Quão mesquinho é o mecanismo que não permite o tanger das palavras.
Está em tudo, em ambos os lados. Na luta feroz por subsistência, apenas as feras esfomeadas e raivosas são capazes de atacá-lo.
Destruí-lo é tarefa, porém, apenas das palavras. É delas o poder de criação e destruição do mundo, do homem e de ideias.
sexta-feira, 16 de agosto de 2019
Um pensamento bom faria toda a diferença. No momento do sozinho, o mundo é possibilidade e frustração.
Sobra tristeza a fazer ir embora a vontade.
Tive que, num susto de sopro, despedir-me de todas as minhas radiantes alegrias.
A morte ainda é desolação incontrolável. É ainda convite ao triste oco do mundo.
A luta pelo senso e pela sanidade tem sido dura, perversa.
Sobra tristeza a fazer ir embora a vontade.
Tive que, num susto de sopro, despedir-me de todas as minhas radiantes alegrias.
A morte ainda é desolação incontrolável. É ainda convite ao triste oco do mundo.
A luta pelo senso e pela sanidade tem sido dura, perversa.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
Saudade
Parte de mim não mais habita o inarredável mundo das formas viventes.
Parte de mim se foi, não cabe mais na logicidade do cintilante mundo.
Penetra o esconderijo do absurdo, recôndido do fim
É parte dissonante e melodia de completude.
É mistério em se fazendo.
Dor de não abraço,
de não toque,
de não ver.
Amor
que
(é)
não
acaba.
De sentir
Demais não,
Aprofundamento.
É busca pelo se fazer do mundo.
É estar embevecido pela brevidade do minuto.
Dança a consonância do absurdo, movimento fundante.
Parte de mim é, sintaxe de transbordamento, dor e flor, cura.
Parte de mim habita o onde, o até, que Orfeu pôde aplacar com a lira.
Parte de mim é mundo brotante, outra, vaga lembrança de forma vivente.
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