quarta-feira, 14 de março de 2018

Ser já é por demais arrebatador, revoltoso, ainda assim, é preciso provar que o é. O parecer vale mais. Convenções valem mais.
Ser não pode se cercear pelo parecer. O ser é vida brotante, indômita, rebelada, ser é potência.
Ser é pura poesia.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Achar-me
O único caminho é o que traço nessa linha insólita.
Quantas máscaras consigo vestir até que nada reste em mim?
Nua, ao frio, a tremer de dor... até que a insanidade me ache e eu possa percorrer o delírio do mundo.
Tateando corpos em busca de minha imagem.
Feliz ... belo ... vazio ... sem fio ... perde-se a linha.
Acha-se o abismo.

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

A consciência é inaudível nesse ponto de turbilhão.
Preciso de centramento, encontrar meu fluxo de brotação. O barulho estridente é responsável por a alma não conseguir proferir.
É inútil todo o esforço de produção... a vida, alada, fugidia, não toca o chão.

Poesia é coisa muito séria, é murmúrio do fluxo da vida. É o que nos permite tocar o indizível do mundo.
Não faço poesia, mas ela se faz em mim.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

“Viver —não é? — é muito perigoso. Porque ainda não se sabe. Porque aprender-a-viver é que é o viver mesmo.”
(Riobaldo - Grande Sertão: Veredas. João Guimarães Rosa )

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Todas essas vozes, adormecidas há tanto tempo, agora afloram em mim. Elas sou eu... a vida que brota em vertigem. Posso ouvi-las em minhas esquinas, tocá-las na sonoridade das letras, vertê-las em silenciosos papéis.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

A Tentação

Diante do crucifixo
Eu paro pálido tremendo
“Já que és o Verdadeiro Filho de Deus
Desprega a humanidade desta cruz”.

Murilo Mendes

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Mataram-me a ternura. Trucidaram meu querer bem. Negaram-me a confiança.
Se não crio asas, a queda livre é a promessa a meus pés descalços.