Achar-me
O único caminho é o que traço nessa linha insólita.
Quantas máscaras consigo vestir até que nada reste em mim?
Nua, ao frio, a tremer de dor... até que a insanidade me ache e eu possa percorrer o delírio do mundo.
Tateando corpos em busca de minha imagem.
Feliz ... belo ... vazio ... sem fio ... perde-se a linha.
Acha-se o abismo.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018
quinta-feira, 11 de janeiro de 2018
A consciência é inaudível nesse ponto de turbilhão.
Preciso de centramento, encontrar meu fluxo de brotação. O barulho estridente é responsável por a alma não conseguir proferir.
É inútil todo o esforço de produção... a vida, alada, fugidia, não toca o chão.
Poesia é coisa muito séria, é murmúrio do fluxo da vida. É o que nos permite tocar o indizível do mundo.
Não faço poesia, mas ela se faz em mim.
Preciso de centramento, encontrar meu fluxo de brotação. O barulho estridente é responsável por a alma não conseguir proferir.
É inútil todo o esforço de produção... a vida, alada, fugidia, não toca o chão.
Poesia é coisa muito séria, é murmúrio do fluxo da vida. É o que nos permite tocar o indizível do mundo.
Não faço poesia, mas ela se faz em mim.
quinta-feira, 13 de outubro de 2016
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
A Tentação
Diante do crucifixo
Eu paro pálido tremendo
“Já que és o Verdadeiro Filho de Deus
Desprega a humanidade desta cruz”.
Eu paro pálido tremendo
“Já que és o Verdadeiro Filho de Deus
Desprega a humanidade desta cruz”.
Murilo Mendes
quarta-feira, 27 de novembro de 2013
Algo sobre queda e luta
Há pessoas que nos fazem bem,
mesmo no escuro absoluto
ainda que sinta tocar as bordas do abismo.
Não havendo sentido nos gestos e palavras
todo os clichês, ausência de poiesis,
ainda assim há aquelas pessoas responsáveis por dizer que o grande ciclo continua e que dele fazemos parte.
É assim, passe de mágicas, sede de mudanças.
Ouvir, pensar, flanar, escrever... vazio de linhas
Sem tir...
Talvez seja a ausência de movimento, de dentro, latência, potência.
Nem o preto e branco rotineiro.
Sobra-me o triste cinza em uma promessa de vermelho sangue.
"Amanhã será maior!"
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